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                     Basstrap AB da Acústica Brasília          

Acústica Brasília oferece muitos tipos de armadilhas de baixo acústico. armadilhas de graves são mais bem colocadas nos cantos verticais ou horizontais da sala, para absorver o som de baixa frequência, criando uma melhor clareza baixo. As armadilhas de graves são feitas usando Classe Um incêndio classificado espuma acústica ou fibra de vidro acústico placa acústica confrontados com muitas opções de tecido. As armadilhas de graves são usados na gravação e transmissão estúdios e salas de controle, salas de música, home theaters e salas de audição.

 

 
 

SISTEMAS DE ABSORÇÃO SONORA PARA BAIXAS FREQUÊNCIAS

De forma a obter uma melhoria na qualidade sonora do ambiente, devem ser tratados os modos acústicos de baixa frequência. Este tratamento consiste em minimizar os modos acústicos mais fortes e assim obter uma resposta em frequência mais uniforme em toda a sala.

Uma vez que o comprimento de onda nestas frequências é muito grande, não é qualquer material ou sistema que as absorve. O desafio consiste em desenvolver um tipo de material ou sistema que seja absorsor de tais frequências (50 aos 250 Hz).

Existem vários tipos e formas de absorsores de baixas frequências. Estes absorsores são vulgarmente designados no mercado como bass-traps, bass-corners ou tube-traps. A Figura 3.1 exemplifica quatro possibilidades para assegurar a absorção das baixas frequências numa sala pequena. 

 

Figura 3.1 - Quatro formas possíveis de absorção de baixa frequência para os cantos de uma sala: (A) ressoador de Helmholtz; (B) tube-trap; (C) snap-trap; (D) korner killers [6] 

A Figura 3.1 - A é um ressoador de Helmholtz construído no canto da sala. Este pode ser constituído por painéis perfurados ou ripas espaçadas. Normalmente é deixada uma profundidade média triangular ou um espaço de ar na parte de trás do ressoador de forma a assegurar uma maior absorção na gama das baixas frequências. O facto de se optar por painéis ranhurados, ou seja, por ripas de madeira devidamente espaçadas, é que estas, quanto maior for o seu estreitamento e quanto mais profundas forem as suas ranhuras, mais baixa é a frequência de máxima absorção. No entanto, o problema ao optar por este tipo de dispositivo é relativo à escolha de um painel perfurado com a correta área aberta de acordo com a funcionalidade da sala, caso contrário este tipo de absorsor funciona apenas na absorção das frequências médias a altas.

As tube-traps (Figura 3.1- B) são absorsores cilíndricos disponíveis em vários tamanhos em que quanto maior o diâmetro, mais eficaz é a absorver as baixas frequências. O menor tamanho, 23 cm de diâmetro, absorve frequências graves até 90 Hz. O modelo de 33 cm absorve até 70 Hz. Os maiores modelos de 41 e 51 cm absorvem até aos 55 e 30 Hz, respetivamente [6]. Usualmente, a altura padrão de um tube-trap é de aproximadamente 1,50 m, no entanto podem ser personalizadas e até ser alteradas in situ. Estes sistemas de absorção de baixas frequências facilmente se empilham. São cilindros fibrosos constituídos por uma estrutura de arame que, atuando em conjunto funcionam como cavidades de ressonância [6]. As baixas frequências são facilmente absorvidas (abaixo dos 400 Hz) penetrando na membrana superficial, por sua vez, as altas frequências são refletidas a partir desta e pela zona refletora existente no próprio tube-trap. 

O tratamento de canto representado na Figura 3.1- C é constituído por uma membrana acústica em forma de meia-lua. Esta membrana curva fornece um ângulo de reflexão acima dos 500 Hz [6]. Por sua vez, o espaço de ar atrás do painel acústico garante uma absorção nas baixas frequências. Uma das suas melhores características é a sua portabilidade que pode ser facilmente configurada de acordo com as exigências.

Um outro tratamento de canto possível é o exemplificado na Figura 3.1- D. Este dispositivo é denominado de Triffusor e está especialmente adaptado para o controlo acústico variável, com um lado absorvente, um lado de difusão e uma outra face refletora. O Korner Killer é uma adaptação do Triffusor com as faces de absorção na direção dos cantos e o lado difusivo na direção da sala. Este lado, não só difunde a energia sonora que sobre ele incide, mas também reduz a amplitude da energia que voltou para a sala [6]. 

Com um par de qualquer um dos dispositivos representados na Figura 3.1 têm-se como efeito um benéfico controlo modal. Caso seja necessário acentuar este efeito, é adicionado mais um par de dispositivos de forma a melhorar os problemas resultantes da ressonância da sala. 

O facto de estarem localizados no canto das salas deve-se à máxima pressão concentrada nesta zona da sala e devido ao facto de qualquer onda sonora, ao atingir um canto, ser redirecionada para a fonte, independentemente do ângulo de incidência – “efeito de canto”. Na grande maioria dos casos, os absorsores porosos são colocados nessa posição da sala, uma vez que os modos têm uma máxima pressão nos cantos e a velocidade das partículas é muito baixa, logo a absorção é bastante eficaz. A absorção pode ainda ser ampliada ainda através da introdução de um amortecimento adicional na caixa-de-ar, no entanto este procedimento reduz a eficiência de absorção máxima. Uma solução alternativa é a utilização de uma série de módulos, cada um deles ajustado de forma a trabalhar de um modo diferente uma banda de terço de oitava para a absorção de banda larga mais geral. Mas uma quantidade considerável do limite de espaço deve ser coberta com absorvente sonoro, de forma a obter absorção de maior gama de baixas frequências [17]. 

Os bass-traps descritos são então considerados uma das soluções mais eficazes para suavizar os efeitos dos modos acústicos de baixa frequência, cuja existência é frequentemente associada ao boom presente nas salas. Estes sistemas, têm como objetivo uma melhoria na resposta destas frequências. Pretende-se ainda que sejam de fácil instalação. 

Apresentam-se de seguida, alguns exemplos de bass-traps existentes no mercado.

Havsvåg BT, Kubus e Basskutt (Figura 3.2 (A), (B) e (D), respetivamente (da Skum Acoustics) [17]) são dispositivos especialmente selecionados para os cantos das salas. Pretende-se com estes equipamentos, um maior alcance na precisão na acústica das baixas frequências colocando-os nos cantos mais próximos do ponto de audição. O dispositivo relativo à Figura 3.2 (C) apresenta um design mais versátil, com três posições de montagem, duas planas e uma angular (Figura 3.3). A sua posição angular permite assim uma formação de uma caixa-de-ar na retaguarda do painel, favorecendo assim a absorção em baixas frequências. Pode ainda ser usado como painel absorvente de forma a controlar a redução de reflexões nas médias e altas frequências. Todos estes materiais são constituídos por uma espuma acústica (ZH FR25).

 

Figura 3.2 - Bass-traps: (A) Havsvåg BT; (B) Kubus; (C) Kotka; (D) Basskutt [18]

 

 

 

Figura 3.3 - Possibilidades de montagem - painel kotka [18]

 

Todos os sistemas de absorção de baixas frequências apresentadas na Figura 3.4 podem ser aplicados nos cantos como nas paredes da sala. São sistemas constituídos por madeira e espumas de alta densidade de modo a tentar responder aos problemas acústicos nas baixas frequências. A Figura 3.4 (B) é um exemplo de um dispositivo cujo objetivo é o controlo da ressonância do ar numa cavidade sendo automaticamente ajustável consoante a solução adotada para determinado espaço. Por sua vez, o wave wood bass-trap (Figura 3.4 (C)), pode ser aplicado nos cantos ou tetos, dando assim origem a uma caixa-de-ar na sua retaguarda, cuja finalidade é um melhoramento do comportamento da sala nas frequências mais baixas, absorvendo-as. O seu esquema de montagem poderá ser o apresentado na Figura 3.5.

 

 

Figura 3.4 - Bass-traps: (A) Super bass extreme; (B) Vari bass; (C) Wave wood bass-trap; (D) Super bass 90 premium [Adaptado de 19]

 

 

Figura 3.5 - Esquema de montagem do wave wood bass-trap [Adaptado de 19]

 

A Figura 3.6 exemplifica mais alguns tipos de bass-traps (real traps). Todos eles apresentam um design mais versátil podendo ser aplicados nos cantos e paredes das salas. Os mega-traps (Figura 3.6 (A)) são apenas indicados para os cantos. Apresentam apenas uma face frontal e quando empilhadas do piso ao teto, funcionam para absorção máxima. São constituídas por membranas de madeira e tecido na sua zona frontal para uma absorção máxima em frequências graves ou fibra de vidro por exemplo, que apresenta muitas vezes um desempenho modal melhor que as espumas acústicas. A profundidade triangular do dispositivo permite também uma maior absorção em tais frequências [20]. 

 

 

Figura 3.6 - Bass-traps: (A) Mega-traps; (B) Mondo traps/Corner mondo traps; (C) Mini traps; (D) Bare traps [20]

 

A Figura 3.7 apresenta alguns exemplos de tube-traps e seu correto posicionamento numa sala pequena. Os tube-traps são cilindros porosos cobertos com tecido (composto de fibra de vidro de 25 mm de espessura comprimida) que, quando selado, age como um dispositivo de zona de pressão. São projetados com o objetivo de aproveitar ao máximo as zonas de máxima pressão acústica criada nos cantos de uma sala. Num esforço para eliminar o diferencial existente entre o exterior e o interior do tubo oco, a onda sonora responsável pela zona de pressão tenta pressurizar o núcleo oco do tubo. Com o fim de o fazer, atravessa através de fibra de vidro de resistência do tubo, a qual, por sua vez, dissipa a energia da onda em calor. 

O resultado que se deseja alcançar com este sistema de absorção sonora de baixas frequências é a conversão das mudanças de pressão do ar em movimento dentro das paredes dos tube-traps. Pretendese assim, através da fricção regulada nas paredes deste dispositivo, que a energia seja amortecida. Os tube-traps são projetados de modo a funcionar melhor nas áreas onde os modos próprios de baixas frequências são mais notórios, isto é, nos cantos das salas e juntos às fontes sonoras, daí um dos motivos da sua forma cilíndrica. 

Usualmente os tube-traps estão localizados nos cantos das salas ou atrás ou ao lado dos altifalantes de forma a melhorar o desempenho acústico do espaço (Figura 3.7 (C) e (D)). Quando localizados em cada um desses pontos de reflexão reduzem a força de reflexão através da filtragem na gama das baixas frequências. São sistemas facilmente empilháveis quando se tem como propósito o aumento da sua eficiência. Quando estes dispositivos são colocados nos cantos atrás das principais fontes de produção de som tem como fim uma estabilização do acúmulo de reverberação na parte da frente da sala e adicionar um controle uniforme das frequências. 

 

 

 

Figura 3.7 – Tube-traps: (A) e (B) e exemplos do seu posicionamento (C e D) [Adaptado de 21 e 22]

 

A física por trás de um tube-trap baseia-se num circuito capacitivo – resistivo (Figura 3.8). O condensador acústico (C) é a câmara-de-ar no interior. Quanto maior esta for, mais eficiente é o tubetrap nas baixas frequências. A resistência acústica (R) é a impedância de uma onda sonora. O painel difusor que cobre metade do tube-trap funciona como um bloqueador acústico (L), que reflete os sinais agudos.  

 

 

Figura 3.8 - Elementos do circuito e curva de resposta de um tube-trap [Adaptado de 22]

 

CARACTERÍSTICAS A CONSIDERAR NA CONCEPÇÃO DE UM BASS-TRAP

Aquando da incidência de uma onda sonora na superfície de um material, parte da energia é absorvida e transformada em energia térmica. Em grande parte dos casos, a conversão em energia térmica resulta do atrito à passagem de ar. Parte da energia também pode ser absorvida através da vibração ou deformação de lâminas ou painéis, quando solicitados por ondas sonoras, como é o caso dos ressoadores [23].

No que se refere à espessura do material na sua globalidade, considera-se que na gama das baixas frequências, quanto maior for o acréscimo da espessura, isto é, dos componentes constituintes dos painéis, maior é a absorção nestas frequências (Figura 3.9). Por sua vez, no que diz respeito à massa volúmica, não existe uma clara relação entre ela e a absorção sonora. Massas volúmicas superiores não traduzem acréscimos de absorção sonora em termos globais, no entanto, nas zonas das baixas frequências a absorção sonora pode assumir valores mais elevados para soluções com massas volúmicas superiores. Na absorção de tais frequências é importante que a membrana ressonante apresente uma espessura reduzida, na ordem dos milímetros. Por sua vez, quanto maior for a espessura do elemento absorsor utilizado, mais favorável é a absorção das baixas frequências.

 

Figura 3.9- Coeficiente de absorção em materiais porosos ou fibrosos [24]

É ainda importante que o material seja estável do ponto de vista dimensional, isto é, que as suas dimensões não sofram alterações significativas com as variações de umidade e/ou temperatura. A estabilidade dimensional de um material absorvente depende dos elementos constituintes e do tipo de ligante [23]. É de referir que os materiais inorgânicos são mais estáveis comparativamente aos materiais constituídos por produtos orgânicos. Existem ainda materiais que se desintegram quando estão sujeitos, durante longos períodos de tempo, a teores de umidade muito elevados. 

Um outro aspeto a ter em conta é o efeito da caixa-de-ar entre o material absorvente sonoro e o elemento rígido. Desta forma, o coeficiente de absorção sonora aumenta de uma forma muito acentuada nas baixas frequências. 

Embora não haja uma relação entre o material absorvente sonoro e a sua reação ao fogo, a propagação do fogo nestes materiais deve ser relevante na escolha da solução mais adequada à situação em causa. No sistema europeu de classificação da reação ao fogo, são definidas sete classes: A1 (melhor), A2, B, C, D, E e F (pior). Esta classificação para todos os materiais de construção em geral é dada em função de um conjunto de parâmetros relevantes do desempenho dos produtos face a três níveis de solicitação térmica: pequena fonte de ignição; objetos isolados em combustão e fogo generalizado. A maioria das euro classes mencionadas deverá ser complementada com uma classificação com caráter obrigatório que traduz a produção de fumo (s1, s2 e s3) e a libertação de gotas ou de partículas inflamadas (d0, d1 e d2). Materiais absorventes sonoros como lã-de-rocha e lã-de-vidro, constam numa lista de materiais e produtos aprovados pela Comissão Europeia, classificados na classe A1. 

A acumulação de pó ou sujidade nos materiais absorventes sonoros é determinante na refletância luminosa das suas superfícies pelo que estas devem ser limpas ou pintadas de forma a conservar essas características [23]. No entanto é fundamental garantir que tais tratamentos não diminuem as capacidades de absorção sonora dos materiais. Caso não se tenham em conta tais preocupações, as capacidades de absorção sonora podem diminuir até cerca de 40%, principalmente nas altas e médias frequências. O efeito da pintura depende muito do tipo de superfície de cada material. Os materiais de superfície texturada merecem no entanto particular atenção caso tenham que ser objeto de nova pintura. A nova pintura não pode assim afetar a profundidade, o tamanho e a forma das fissuras destes materiais. É então aconselhável, sempre que necessário consultar o fabricante acerca do tipo de pintura mais adequada para o material em questão.

Para além das características acima mencionadas, que na sua maioria se relacionam com o desempenho dos materiais, em termos de absorção sonora há ainda que ter em conta aspetos que podem determinar a escolha de determinado tipo de solução em detrimento de outra [23]. Esses aspetos podem ser: 

  • Aspeto estético – design do painel e respetivas dimensões;
  • Compatibilidade com outros componentes ou outros materiais;
  • Rapidez e facilidade de instalação;
  • Rapidez e facilidade de reparação caso necessária;
  • Manutenção e facilidade de limpeza;
  • Possibilidade de pintura;
  • Espaço disponível para a sua aplicação;
  • Suscetibilidade de degradação perante elevados teores de umidade;
  • Peso;
  • Versatilidade;

Autora: ANA FILIPA FREITAS AMORIM PINTO COSTA