Ciência Acústica

A acústica como ciência é a “ciência do som”. Ela trata de todos os aspectos da produção, transmissão, recepção e percepção do som. O termo “acústica” tem sua origem em termos similares na língua grega.

A acústica como ciência do som pode ser subdividida de diferentes formas.

Uma possível divisão é aquela por áreas de conhecimento, conforme mostra a figura abaixo. No Brasil o ensino da acústica estava fragmentado e existia apenas em nível de pós-graduação. Mas desde 2009 existe também um Curso de Graduação em Engenharia Acústica que busca formar profissionais com conhecimentos em todas as áreas da acústica, com exceção de acústica submarina.

A área da Física que estuda o som é chamada de Acústica. Para entende-la melhor precisamos relembrar alguns conceitos:

Onda: é a variação periódica de uma grandeza física. Uma onda é composta por:

Crista: Pontos de maior intensidade, o topo da onda.
Vale: Pontos de menor intensidade da onda.
Nível Médio: Pontos entre o as Cristas e os Vales.

A distância entre a crista ou o vale e o nível médio é chamada amplitude (y). Já a distância entre duas cristas consecutivas ou dois vales consecutivos é chamada de comprimento de onda (λ).

Onde:

λ – Comprimento
y - Amplitude

O tempo que uma oscilação leva para se repetir é chamado período (T), medido em segundos(s). Afrequência (f) significa quantas vezes uma oscilação se repete por unidade de tempo, medida em Hertz (Hz). Dessa forma:

f = 1/t

O Som é uma onda mecânica que possui a intensidade e frequência necessárias para ser percebida pelo ser humano. Entendemos como onda mecânica uma onda que precisa de meios materiais, como o ar ou o solo, para se propagar. As frequências audíveis pelo ouvido humano ficam entre 16 Hz e 20000Hz (20kHz). Dentro desta faixa a encontram-se a voz humana, instrumentos, musicais, alto-falantes, etc.

Abaixo de 16Hz temos os infra-sons, produzidos por vibrações da água em grandes reservatórios, batidas do coração, etc.

Acima de 20kHz estão os ultra-sons emitidos por alguns animais e insetos (morcegos, grilos, gafanhotos...), sonares, aparelhos médicos e industriais.

Os dispositivos que produzem ondas sonoras são chamados de fontes sonoras. Entre os que mais se destacam estão aqueles compostos por:

  • Cordas vibrantes como violão o  piano, as cordas vocais etc.
  • Tubos sonoros como órgão flauta, clarineta.
  • Membranas e placas vibrantes tal como o tambor
  • Hastes vibrantes como o diapasão, triangulo, etc.

Podemos caracterizar os sons a partir de sua intensidade, altura ou timbre.

A intensidade está ligada à quantidade de energia transportada pelo som. Desta forma, conforme a intensidade do som dizemos que ele é mais forte (a onda possui maior amplitude) ou mais fraca (a onda possui menor amplitude).

A altura está relacionada com a freqüência do som. Assim distinguimos os sons mais altos como os de maior frequência (mais agudos) e os mais baixos como os de menor frequência (mais graves). As notas musicais buscam agrupar diferentes freqüências sonoras produzidas por um instrumento.

O timbre corresponde ao conjunto de ondas sonoras que formam um som. O timbre permite diferenciar diferentes fontes sonoras, por exemplo é fácil perceber que o som de uma guitarra e de uma flauta são completamente diferentes.

A velocidade do som no ar é de 340 m/s. A fórmula que relaciona velocidade, amplitude e frequência sonora é:

V = λ . f

VALIAÇÃO DO RUÍDO EM ÁREAS HABITADAS VISANDO O CONFORTO DA COMUNIDADE

1.  OBJETIVO

1.1  Esta Norma fixa as condições exigíveis para avaliação da aceitabilidade do ruído em comunidades. Ela especifica um método para a medição de ruído, a aplicação de correções nos níveis medidos (de acordo com a duração, característica espectral e fator de pico) e uma comparação dos níveis corrigidos, com um critério que leva em conta os vários fatores ambientais. 

1.2   O método de avaliação envolve as medições do nível de ruído, na escala de compensação A, em decibels (comumente chamado dB(A)).

1.3   Uma análise espectral pode ser necessária quando for preciso realizar medidas corretivas. Os dados resultantes podem ser comparados com as curvas de avaliação de ruído, por exemplo, Curvas NC a fim de identificar as bandas de frequências intrusas. Este procedimento mais elaborado é descrito no Anexo A.

2.    NORMAS COMPLEMENTARES Na aplicação desta Norma é necessário consultar: NBR 10152 Níveis de ruído para conforto acústico  Procedimento IEC-651 Sound level meters

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas é o órgão responsável pela normalização técnica no país, fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro. Para saber mais acesse aqui.

Normas Brasileiras relativas à ACÚSTICA |

Código | ABNT NBR 10.151: 2000 Versão Corrigida: 2003
Título | Acústica - Avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade - Procedimento
Objetivo | Esta Norma fixa as condições exigíveis para avaliação da aceitabilidade do ruído em comunidades, independente da existência de reclamações.
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Código | ABNT NBR 10.152: 1987 Versão Corrigida: 1992
Título | Níveis de ruído para conforto acústico - Procedimento
Objetivo | Esta Norma fixa os níveis de ruído compatíveis com o conforto acústico em ambientes diversos.
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Código | ABNT NBR 16313:2014
Título | Acústica - Terminologia
Objetivo | Esta Norma estabelece termos e definições em acústica
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Código | ABNT NBR 15.575: 2013 Edificações habitacionais - Desempenho
ABNT NBR 15575-1:2013 Edificações habitacionais - Desempenho Parte 1:
Requisitos gerais | Acesse aqui 

ABNT NBR 15575-2:2013 Edificações habitacionais - Desempenho Parte 2:
Requisitos para os sistemas estruturais | Acesse aqui

ABNT NBR 15575-3:2013 Edificações habitacionais - Desempenho Parte 3:
Requisitos para os sistemas de pisos | Acesse aqui

ABNT NBR 15575-4:2013 Edificações habitacionais - Desempenho Parte 4:
Requisitos para os sistemas de vedações verticais internas e externas SVVIE | Acesse aqui

ABNT NBR 15575-5:2013 Edificações habitacionais - Desempenho Parte 5:
Requisitos para os sistemas de coberturas | Acesse aqui

ABNT NBR 15575-6:2013 Edificações habitacionais - Desempenho Parte 6:
Requisitos para os sistemas hidrossanitários | Acesse aqui


SAIBA MAIS

Catálogo de Normas ABNT | Acesse aqui

Conheça as 10 razões para utilizar normas em seu negócio | Acesse aqui